Da advogada Daniela Tamanini, em sua página no Facebook, sobre o voto do desembargador George Lopes Leite, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, no julgamento que autorizou uma mãe a plantar maconha para tratar a doença neurológica da filha, de 16 anos. Desde a infância, a jovem sofre com crises convulsivas, dor crônica e paralisia dos pés e das mãos.

“Já foi dito, lembra Francesco Carnelutti, que para ser juiz um homem “deveria ser mais que um homem”. Lendo o voto do Desembargador George Lopes Leite, no RSE HC 28024-6/17, compreendi perfeitamente o sentido. Registro aqui minha total admiração por esse magistrado comprometido, sereno, acessível e justo! Por mais Georges em nossos caminhos!!

O Judiciário, hoje, deve visualizar que embora exista um amplo rol de direitos e garantias sociais, estes ainda carecem da devida eficácia, e que embora não seja de sua essência o dever de implementar as políticas necessárias para a efetividade dos direitos, papel este mais próximo do Poder Executivo, não se pode tapar os olhos e passar a responsabilidade adiante, mas sim, utilizar dos meios legais e necessários para ir além de um poder meramente julgador”.