O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, ajuizou na última sexta-feira (16/02), ação civil pública (ACP) contra o Estado, ex-secretários, empresas e dois esportistas por atos de improbidade administrativa. Os elementos colhidos no inquérito civil apontam irregularidades em medidas administrativas que viabilizaram a vinda ao Rio de Janeiro, em 2012, do tenista sérvio Novak Djokovic. A ação busca a recomposição de danos ao erário no valor de R$2.744.385,32.

A ACP cita como réus a ex-secretária de Estado de Esporte e Lazer, Márcia Beatriz Lins Izidoro, a ex-subsecretária da mesma pasta, Mônica Monteiro Picanço Sequeira, o próprio tenista sérvio e o Estado do Rio de Janeiro, além de duas empresas contratadas que intermediaram a negociação: a Deki 10 Eventos e Ensino (e seus sócios, o jogador de futebol Dejan Petkovic e Denise Pinto Leporaci) e o Grupo Adma Eventos – Eirelli (com o sócio Marcelo Ferreira Alves, atual presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro – Riotur).

Afirma o MPRJ que o Estado do Rio de Janeiro viabilizou a presença do atleta por meio de dois contratos assinados com as empresas. O primeiro deles previa a participação do tenista sérvio – mesma nacionalidade de Petkovic – no evento ‘Djokovic no Rio’, que englobava o jogo entre o atleta internacional e o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, conhecido como Guga. O contrato previa ainda a participação de Djokovic no jogo ‘Amigos do Pet’ e visita do mesmo à Rocinha para inauguração da primeira quadra pública de Saibro. O segundo contrato assinado com as empresas tratava da implementação da Escolinha de Tênis Djokovic, também na comunidade da Zona Sul carioca.