O pedido de impugnação da derrota (1 x 0) que o Botafogo sofreu para o Palmeiras, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, na sexta rodada do Brasileirão 2019, será julgado na próxima terça-feira (18) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O auditor Decio Neuhas abriu vista do processo para os dois clubes e a Procuradoria terem acesso ao material que recebeu da CBF com o relatório do árbitro de video. O Botafogo pede a anulação e um novo jogo, alegando erro de direito do árbitro.

O Botafogo se baseia em que o jogo havia sido reiniciado, no momento em que o árbitro Paulo Roberto Alves Junior (da Federação Paranaense) decidiu cumprir a determinação do VAR – sigla em inglês do árbitro de video – e então marcar o pênalti, cometido pelo zagueiro Gabriel no atacante Deyverson e convertido no gol único do jogo na cobrança do zagueiro paraguaio Gustavo Gomez, aos 16 minutos do segundo tempo. O pênalti decisivo de Botafogo 0 x 1 Palmeiras.

A decisão do árbitro de campo não pode ser alterada pelo árbitro de video, após a bola ser resposta em jogo – é o que consta da regra 5 da Fifa e do protocolo 8.12 do VAR. Em sua interpretação, o procurador-geral Felipe Bevilacqua, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, ressalta: “Mesmo no caso de um erro de direito, será julgada a relevância do caso, e até mesmo o fato de o árbitro ter por suposto acertado na decisão será levado em conta”.

O Botafogo poderia ter feito o jogo em seu estádio Nilton Santos, mas negociou a transferência para Brasília com Roni, ex-jogador e então agente de eventos, preso pela Polícia Civil no estádio, de onde saiu algemado, por uma manobra para diminuir o pagamento de impostos. Foi o jogo com recorde de cartões amarelos do Brasileirão 2019 e dos 14 jogadores utilizados pelo Botafogo, apenas quatro não foram advertidos. Houve cartão amarelo até para jogador reserva e o treinador de goleiros. (Coluna do Deni Menezes)