O plenário do STF vai analisar nesta quarta-feira a chamada candidatura avulsa, em que pessoas que não são filiados a partidos políticos podem se candidatar. A antecipação da discussão pelo ministro relator, Luís Roberto Barroso, leva em conta o fato de que sábado, dia 7, um ano antes do pleito de 2018, se encerra o prazo para mudanças no sistema eleitoral. Na semana passada, juiz de Goiás proferiu decisão favorável aos candidatos independentes, aumentando a expectativa quanto à definição pela Corte Suprema.

Na torcida para que o STF reconheça a possibilidade de se lançar candidato sem filiação partidária, o advogado Modesto Carvalhosa, de 85 anos, espera apenas essa decisão para apresentar sua candidatura à Presidência. A apresentação de seu nome foi motivada pelos colegas do meio jurídico, que pediram que o professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) entrasse na disputa pelo Palácio do Planalto. O professor é um dos que pressiona o STF para liberar a candidatura independente.

“Precisamos trazer de volta a decência, a moralidade e a legitimidade que faltam aos governantes no Brasil”, afirma. Carvalhosa se insere na parcela da população que participou dos protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Agora, ele torce para a aprovação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara e a saída do peemedebista, embora acredite que isso seja improvável.
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