Nos bastidores do mundo jurídico de Brasília a última notícia que circula com intensidade é que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge sonha em ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. As próximas vagas previstas no mais importante tribunal do país serão abertas dentro de dois anos com as aposentadorias obrigatórias dos ministros Celso de Mello – atual decano – e Marco Aurélio Mello.

Nas últimas três décadas a chefia do Ministério Público Federal não tem sido o melhor caminho para conseguir a sonhada vaga entre os 11 do Supremo. Neste período, foram nomeados pelos Presidentes da República oito Procuradores-Gerais. Dos oito titulares, somente um foi nomeado para o STF: José Paulo Sepúlveda Pertence, em 1989 pelo então presidente José Sarney.

Todos os sete demais – Aristides Junqueira, Geraldo Brindeiro – ficou quatro mandatos como PGR e ganhou o apelido de “engavetador-geral da República”- Cláudio Fonteles, Antonio Fernando, Roberto Gurgel, Rodrigo Janot e mais recentemente Raquel Dodge – não foram prestigiados pelo Palácio do Planalto.