Em uma audiência realizada na 3ª Vara do Trabalho de Vitória (ES), o reclamante foi ouvido por meio de WhatsApp. O trabalhador, que se encontrava em outro estado, pediu para ser substituído por um colega, mas os advogados das empresas fizeram questão de ouvir o próprio.

A juíza Suzane Schulz explicou que as partes concordaram e o setor de informática do Tribunal providenciou a amplificação do som para que todos pudessem ouvir o depoimento. A ligação foi feita pelo celular do advogado do trabalhador.

Segundo a magistrada, o depoimento durou cerca de dez minutos. Ela própria atuou como “secretária” da audiência, que foi a inicial do processo.

“Ele foi orientado a falar de modo pausado e ficou bem à vontade. Para facilitar e agilizar, eu mesma secretariei, digitando na hora a fala do reclamante. Depois, reduzi a termo o que foi dito”, explicou Suzane. Foi a primeira vez que ela utilizou esse recurso numa audiência.