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De Batatinha a Bigodão

Levy Fidélix vai disputar mais uma eleição presidencial próximo ano. Seu slogan será “Bigodão é a solução”. Nas eleições de 1994 e 1998 Fidélix era conhecido nos bastidores do TSE com o apelido de Batatinha.

Um burro na plateia

Contam na Bahia que foi animada a eleição para presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa, em janeiro de 2001. Indicado pelo prefeito, o vereador Valdivino Borges fazia seu discurso quando alguém o interrompeu para se referir à sua condição de semianalfabeto:

Alô General

A história contada pelo veterano e competente jornalista Milton Parron é deliciosa:

Pandilha de sevandijas

A história foi contada em sua página no Facebook pelo jornalista e escritor Sergio Siqueira, gaúcho de Pelotas mas residente em Brasília há várias décadas:

Uma vez, em plena sessão do Tribunal do Júri, meu pai, Juliné da Costa Siqueira, velha raposa das lides jurídicas, cansado com as procrastinações ‘legais’, disse que a Justiça vinha sendo exercida por uma ‘pandilha de sevandijas’.

O juiz ameaçou cassar-lhe a palavra. O velho quis saber do juiz, a razão de sua ameaça. O magistrado não soube responder. Meu pai então insistiu com a tal ‘pandilha de sevandijas” tantas vezes quantas foram suficientes para o juiz impedi-lo de usar a palavra.

Quando se retirava do tribunal, conduzido pelo advogado seu assistente de defesa, os presentes e a imprensa quiseram saber então, se ‘pandilha de sevandijas’ era mesmo uma ofensa ou não. Meu pai foi didático e vitoriosamente irônico:

– Acho que sim, pois quer dizer súcia de exploradores, de aproveitadores que vivem à custa alheia. Mas isso não importa. O que interessa é que o ilustre magistrado não sabia. É um ignorante. Era o que eu queria provar. Escrevam isso aí.

O Livrinho de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia Antunes Rocha, atual presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), era procuradora do Estado de Minas Gerais quando foi visitar o pai, seu Florisval, em Espinosa, no interior do estado. Seu paí, recém-falecido, era proprietário de um posto de gasolina na então pequenina cidade do Norte mineiro. À noite, na casa do pai, Cármen Lúcia disse que tomava café quando a casa foi invadida por bandidos. Queriam dinheiro – pois diziam que o pai dela era o homem mais rico do lugar (dono posto de gasolina , comércio de muita liquidez financeira).

A vitória do assessor

Tempos atrás um fato inusitado ocorreu em julgamento de uma Câmara do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. O presidente da Câmara anunciou o julgamento e passou a palavra ao desembargador-relator. Este, para surpresa geral, anunciou que iria dar conhecimento aos demais desembargadores de dois votos integralmente antagônicos, um de sua lavra e outro de seu assessor. O juiz teria divergido do seu auxiliar e este, igualmente, não se convencera do voto do desembargador. Lidos os votos, após a coleta dos votos dos demais desembargadores saiu vitorioso, por unanimidade, o voto do … assessor.

Compra de voto

Depois de elogiar a atuação de Osmar Serraglio na CPI dos Correios, a deputada Juíza Denise Frossard (PPS-RJ) confessou que votaria nele, se pudesse, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao ouvir a declaração, o presidente da CPI Delcídio Amaral (PT-MS) provocou:

Código Penal

Hoje encrencado na Polícia Federal, há muito tempo Paulo Maluf é alvo dos opositores. Certa vez – como foi lembrado ontem na Conferência Nacional dos Advogados, em Florianópolis – um repórter provocou Tancredo Neves, mencionando seu adversário na “campanha” pela eleição indireta de 1984:

– Hoje é aniversário do Maluf. O que o senhor vai dar de presente a ele?

Tancredo respondeu sem hesitar:

– Um exemplar do Código Penal…

Troca de hino

Recentemente falecido, Rubens Aprobatto Machado presidia o Conselho Federal da OAB e foi a Vitória, no Espírito Santo, para prestigiar um evento da Seccional da OAB. Em sua companhia viajou o então vice-presidente da entidade nacional dos advogados, Roberto Busato.

Seisciculos, não. Testículos

Na década de 70, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná, curso de Direito, estava matriculado um aluno, no mínimo extravagante, pois cursava o curso superior advindo dos famosos exames de admissão então existentes, que só exigiam aprovação em provas objetivas, para suprirem, aqueles de maior idade, à aprovação em cursos regulares de ensino médio e que permitia o acesso à cursos superiores, de alunos absolutamente incapazes de manejar a língua pátria. Este o caso deste aluno, que carinhosamente era chamado de “ Chico Louco “, que exercia o cargo de Oficial de Justiça.