Sem a toga

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Advogado criminalista

O general Artur Costa e Silva, recebeu o vice-líder da Arena no Senado, Eurico Resende (ES), e não economizou elogios:

– Gosto muito da forma como o senhor defende o meu governo…

– Presidente, sou advogado criminalista há trinta anos! – disse Resende.

Ao perceber o constrangimento do ditador com a resposta, completou:

– É que estou acostumado a defender causas difíceis…

Comissão de Notáveis

Hoje (19.01) é aniversário do ministro aposentado do STF, Carlos Mário Velloso com quem trabalhei logo após o ministro Sepúlveda Pertence deixar o TSE para assumir a vice-presidência do STF em dezembro de 1994.

Recordar é viver

No dia 13 de outubro de 1968 – portanto, há quase 50 anos – eu estava com 13 anos e, como fazia todos os domingos à tarde , ía ao saudoso estádio do Maracana assistir aos jogos do Fluminense. Normalmente, a torcida do Fluminense ficava localizada à esquerda das cabines de rádio mas quando o jogo era contra o Flamengo a torcida sentava à direita da mesmas cabines. Neste dia, Wilton Cezar Xavier, o Wilton, camisa 7 do Fluminense – marcou um gol de mão no Fla-Flu no velho Maracanã. Gol parecido foi feito anos depois por Maradona no jogo da Seleção da Argentina contra a Inglaterra.

Gravatas italianas

Quando era presidente da Câmara, o saudoso deputado Eduardo Magalhães gostava de exibir a sua coleção de gravatas todas, segundo ele, made em Italy. Certa vez, o então presidente do STF, ministro Sepúlveda Pertence viajou com o seu assessor de imprensa para um compromisso na Corte italiana. Na hora de folga, Pertence e o assessor passeavam pelas ruas próximas à Via Del Corso quando o ministro avistou o filho de ACM comprando gravatas em um camelô.

De Batatinha a Bigodão

Levy Fidélix vai disputar mais uma eleição presidencial próximo ano. Seu slogan será “Bigodão é a solução”. Nas eleições de 1994 e 1998 Fidélix era conhecido nos bastidores do TSE com o apelido de Batatinha.

Um burro na plateia

Contam na Bahia que foi animada a eleição para presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa, em janeiro de 2001. Indicado pelo prefeito, o vereador Valdivino Borges fazia seu discurso quando alguém o interrompeu para se referir à sua condição de semianalfabeto:

Alô General

A história contada pelo veterano e competente jornalista Milton Parron é deliciosa:

Pandilha de sevandijas

A história foi contada em sua página no Facebook pelo jornalista e escritor Sergio Siqueira, gaúcho de Pelotas mas residente em Brasília há várias décadas:

Uma vez, em plena sessão do Tribunal do Júri, meu pai, Juliné da Costa Siqueira, velha raposa das lides jurídicas, cansado com as procrastinações ‘legais’, disse que a Justiça vinha sendo exercida por uma ‘pandilha de sevandijas’.

O juiz ameaçou cassar-lhe a palavra. O velho quis saber do juiz, a razão de sua ameaça. O magistrado não soube responder. Meu pai então insistiu com a tal ‘pandilha de sevandijas” tantas vezes quantas foram suficientes para o juiz impedi-lo de usar a palavra.

Quando se retirava do tribunal, conduzido pelo advogado seu assistente de defesa, os presentes e a imprensa quiseram saber então, se ‘pandilha de sevandijas’ era mesmo uma ofensa ou não. Meu pai foi didático e vitoriosamente irônico:

– Acho que sim, pois quer dizer súcia de exploradores, de aproveitadores que vivem à custa alheia. Mas isso não importa. O que interessa é que o ilustre magistrado não sabia. É um ignorante. Era o que eu queria provar. Escrevam isso aí.

O Livrinho de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia Antunes Rocha, atual presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), era procuradora do Estado de Minas Gerais quando foi visitar o pai, seu Florisval, em Espinosa, no interior do estado. Seu paí, recém-falecido, era proprietário de um posto de gasolina na então pequenina cidade do Norte mineiro. À noite, na casa do pai, Cármen Lúcia disse que tomava café quando a casa foi invadida por bandidos. Queriam dinheiro – pois diziam que o pai dela era o homem mais rico do lugar (dono posto de gasolina , comércio de muita liquidez financeira).

A vitória do assessor

Tempos atrás um fato inusitado ocorreu em julgamento de uma Câmara do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. O presidente da Câmara anunciou o julgamento e passou a palavra ao desembargador-relator. Este, para surpresa geral, anunciou que iria dar conhecimento aos demais desembargadores de dois votos integralmente antagônicos, um de sua lavra e outro de seu assessor. O juiz teria divergido do seu auxiliar e este, igualmente, não se convencera do voto do desembargador. Lidos os votos, após a coleta dos votos dos demais desembargadores saiu vitorioso, por unanimidade, o voto do … assessor.

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