Afonso Arinos e a bicicleta

O texto é do brilhante jornalista Severino Goes em sua página no Facebook: O amigo (jornalista) Inácio Muzzi é um grande contador de histórias. Todos que o conhecem sabem disso. Uma vez, ele soube que eu – assim como ele – não sei andar de bicicleta. Tá bom, gente. Nunca aprendi. Fazer o quê? Sou filho caçula, meus irmãos mais velhos viviam me sacaneando, estas coisas que você tem que contar para analistas etc etc.

Advogado criminalista

O general Artur Costa e Silva, recebeu o vice-líder da Arena no Senado, Eurico Resende (ES), e não economizou elogios: – Gosto muito da forma como o senhor defende o meu governo… – Presidente, sou advogado criminalista há trinta anos! – disse Resende. Ao perceber o constrangimento do ditador com a resposta, completou: – É…

Recordar é viver

No dia 13 de outubro de 1968 – portanto, há quase 50 anos – eu estava com 13 anos e, como fazia todos os domingos à tarde , ía ao saudoso estádio do Maracana assistir aos jogos do Fluminense. Normalmente, a torcida do Fluminense ficava localizada à esquerda das cabines de rádio mas quando o jogo era contra o Flamengo a torcida sentava à direita da mesmas cabines. Neste dia, Wilton Cezar Xavier, o Wilton, camisa 7 do Fluminense – marcou um gol de mão no Fla-Flu no velho Maracanã. Gol parecido foi feito anos depois por Maradona no jogo da Seleção da Argentina contra a Inglaterra.

Gravatas italianas

Quando era presidente da Câmara, o saudoso deputado Eduardo Magalhães gostava de exibir a sua coleção de gravatas todas, segundo ele, made em Italy. Certa vez, o então presidente do STF, ministro Sepúlveda Pertence viajou com o seu assessor de imprensa para um compromisso na Corte italiana. Na hora de folga, Pertence e o assessor passeavam pelas ruas próximas à Via Del Corso quando o ministro avistou o filho de ACM comprando gravatas em um camelô.

Um burro na plateia

Contam na Bahia que foi animada a eleição para presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa, em janeiro de 2001. Indicado pelo prefeito, o vereador Valdivino Borges fazia seu discurso quando alguém o interrompeu para se referir à sua condição de semianalfabeto:

Pandilha de sevandijas

A história foi contada em sua página no Facebook pelo jornalista e escritor Sergio Siqueira, gaúcho de Pelotas mas residente em Brasília há várias décadas: Uma vez, em plena sessão do Tribunal do Júri, meu pai, Juliné da Costa Siqueira, velha raposa das lides jurídicas, cansado com as procrastinações ‘legais’, disse que a Justiça vinha…

O Livrinho de Cármen Lúcia

Cármen Lúcia Antunes Rocha, atual presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), era procuradora do Estado de Minas Gerais quando foi visitar o pai, seu Florisval, em Espinosa, no interior do estado. Seu paí, recém-falecido, era proprietário de um posto de gasolina na então pequenina cidade do Norte mineiro. À noite, na casa do pai, Cármen Lúcia disse que tomava café quando a casa foi invadida por bandidos. Queriam dinheiro – pois diziam que o pai dela era o homem mais rico do lugar (dono posto de gasolina , comércio de muita liquidez financeira).